HALLOWEEN – 1978

O que dizer sobre esse clássico do terror que já não tenha sido dito antes? Na verdade, Halloween (que em português também é conhecido como Halloween: A Noite do Terror) não é apenas um clássico do gênero de terror e si, é um clássico do cinema como um todo. O filme dirigido pelo incrível John Carpenter e e co-escrito por ele em parceria com Debra Hill é uma das obras mais influentes da segunda metade do século XX, e juntamente com outros filmes da década de 1970, ajudou a construir e solidificar o popular subgênero slasher de terror, cuja narrativa geralmente gira em torno de uma assassino em série responsável por uma escalada de mortes, na maioria das vezes usando facas ou outros objetos cortantes. Claro que esse é apenas um resumo desse subgênero complexo e cheio de detalhes que foi sendo lapidado através dos anos, mas Halloween com certeza é responsável por semear vários elementos cinematográficos e criativos que vieram a se tornar clichês obrigatórios do universo slasher. No filme, acompanhamos a trajetória de Michael Myers, um psicopata que está internado numa clínica psiquiátrica há 15 anos, desde quando ele matou sua própria irmã na noite de Halloween. Quando consegue fugir de seu cativeiro, o assassino retorna à sua cidade natal onde começa a perseguir um grupo de jovens, principalmente a estudante do ensino médio Laurie Strode, vivida de forma icônica pela excelente Jamie Lee Curtis em seu primeiro papel no cinema.

Agora vamos falar do filme em si: primeiramente é preciso admitir ele está longe se ser uma perfeição! Halloween é um filme independente com baixo orçamento e com diversos defeitos na construção de personagens e no próprio roteiro. Uma série de decisões que parecem aleatórias prejudicam o desenvolvimento da narrativa de forma coesa e impedem que a experiência seja tão boa quanto poderia ser. Dito isso, é fundamental ressaltar as qualidades do filme que o ajudaram a virar uma obra-prima audiovisual. A atmosfera de medo e suspense é muito bem construída e realmente assustadora. Além da direção cuidadosa e de uma boa edição, o filme conta com uma música única que se tornou uma das trilhas sonoras mais facilmente reconhecíveis da história do cinema. Ao toque do piano, a tensa música, composta pelo próprio diretor John Carpenter, já causa arrepio e indica que o perigo está a espreita. Carpenter se baseou na música de outro clássico aterrorizante do cinema para fazer a composição: o italiano Suspiria, que havia sido lançado no ano anterior. Outro grande destaque do filme é a fabulosa Jamie Lee Curtis, cujos gritos de desespero ecoam na mente do espectador, trazendo uma autenticidade única e ajudando a criar uma personagem fundamental do universo do terror: a final girl – aquela garota que sobrevive a várias ameaças de morte e é a responsável por enfrentar o vilão no final da história, após muitos obstáculos.

Nota 7!

No momento, Halloween está disponível nas para streaming na Netflix, Amazon, StarZ, Looke, NetMovies e Oi Play. Se você se interessou pelo filme e quer conhecer mais sobre ele, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd, uma rede social de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema. Além disso, você pode clicar em JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países para conferir de forma atualizada onde assisti-los!


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