BEAUTIFUL THING – 1996

Vinte e dois anos antes de um grande estúdio de cinema dos Estados Unidos ter coragem de lançar uma comédia romântica sobre adolescentes gays, o cinema independente britânico nos estregava o maravilhoso Beautiful Thing (que na versão em português do Brasil leva o título Delicada Atração). Lançado em 1996 e dirigido pela cineasta inglesa Hettie MacDonald, esse dramédia LGBTQ+ tem um roteiro escrito pelo autor Jonathan Harvey que, por sua vez, é baseado em sua própria peça de teatro original que leva o mesmo nome do filme. Beautiful Thing foi originalmente produzido apenas com a intenção de ser transmitido pela televisão, mas foi tão bem recebido que foi posteriormente lançado nos cinemas. O filme se passa no subúrbio londrino e acompanha os adolescentes Jamie (vivido por Glen Berry) e Ste (interpretado por Scott Neal), que são vizinhos e colegas de colégio. Ste mora com o irmão e o pai alcoólatra, que freqüentemente o violenta. Já Jamie mora com a mãe, a forte Sandra (vivida por uma excelente Linda Henry). Sensibilizada com os maus tratos ao vizinho, Sandra convida Ste para ficar em sua casa, no quarto do filho Jamie. Aos poucos, os dois garotos vão percebendo que existe algo mais entre eles.

Honesto e super fofo, Beautiful Thing consegue representar com sucesso os obstáculos de quem descobriu sua homossexualidade nos anos 90. Muitas das situações vividas por Jamie e Ste foram, com certeza, vividas por jovens gays ao redor do mundo nas últimas décadas. O filme poderia ter escolhido um tom mais dramático e pesado, mas o roteiro criativo e divertido traz um ar leve para a trama de descoberta da sexualidade e auto-aceitação. Esse humor é trazido por diversos personagens secundários maravilhosos, principalmente pela incrível Leah (vivida por uma inspirada Tameka Empson), uma adolescente que ama músicas antigas, principalmente The Mamas & the Papas e “Mama” Cass Elliot. Músicas essas que embalam a trilha sonora cativante do filme, que inclusive tem um dos melhores usos da empolgante canção “Make Your Own Kind of Music” (empatado com o uso da música na sequência inicial do primeiro episódio da segunda temporada de Lost). É um daqueles filmes que aquecem o coração e que surpreendem, mostrando que há quase 3 décadas já havia boa representatividade LGBTQ+ em filme românticos adolescente.

Nota 10!

No momento da publicação deste artigo, Beautiful Thing não está disponível nas plataformas oficiais de streaming ou de aluguel do Brasil. Se você se interessou por essa obra e quer conhecer mais sobre ela, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd e para o TvTime, que são redes sociais de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema e da televisão. Além disso, já que os filmes e as séries estão sempre mudando de streaming, você pode visitar o JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países, para conferir de forma atualizada onde assisti-los! 🎥


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