TICK, TICK… BOOM! – 2021

O filme baseado no musical Tick, Tick… Boom! de 2001, que por sua vez é inspirado nos acontecimentos da vida do compositor e dramaturgo Jonathan Larson marca a estreia do também compositor Lin-Manuel Miranda na direção de um longa-metragem. O desafio é grande aqui, uma vez que Tick, Tick… Boom! é um musical sobre a produção de um musical por um aspirante a compositor em início de carreira chamado Jon, que é claramente inspirado no próprio Jonathan Larson, escritor do musical. A obra foi lançada pela primeira vez em 1990, quando Larson a performava como uma peça solo. O compositor se dedicou posteriormente ao seu outro musical de sucesso, Rent, que estreou no ano da sua morte, 1996. Foi apenas em 2001 que Tick, Tick… Boom! foi lançado como um musical tradicional, e agora, 20 anos depois, temos a sua adaptação cinematográfica. No filme, Jon é interpretado por Andre Garfield e acompanhamos os esforços do artista prestes a completar 30 anos de idade. Jon tem medo de estar se tornando velho demais para conseguir um espaço entre o pequeno, porém disputado círculo de dramaturgos de Nova York, e ele vai precisar sacrificar sua vida social para tentar alcançar seus objetivos.

Em primeiro lugar, me pergunto por que este filme deu à Vanessa Hudgens o infame tratamento de Anna Paquin em O Irlandês. A atriz é muito pouco aproveitada na história, mas brilha em todas as suas cenas, e certamente merecia mais tempo de tela. Agora que tirei isso do caminho, vamos tentar falar de Tick, Tick… Boom! como obra cinematográfica. A estrutura do filme é confusa, bem mais confusa do que precisava ser. As escolhas narrativas são estranhas, as transições de cenas são complicadas e efeitos visuais estão bem abaixo da média. Devemos culpar a falta de experiência de Lin-Manuel Miranda na direção de longa-metragens? Talvez. Mas há outros problemas, como a atuação exagerado de Andrew Garfield que chega a distrair em vários momentos. Contudo, as músicas são ótimas e a bonita mensagem da obra ainda está lá, mas esses aspectos foram herdados do próprio musical, não é mesmo? Portanto, acaba não sendo mérito do filme manter essas qualidades que foram, na maioria, pegas emprestadas. De qualquer forma, no final das contas, é um filme que dá para assistir, mas está muito, muito longe de ser um dos melhores do ano, que era esperado.

Nota 5!

No momento da publicação deste artigo, Tick, Tick… Boom! está disponível na plataforma oficial de streaming da Netflix. Se você se interessou pelo filme e quer conhecer mais sobre ele, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd, uma rede social de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema. Além disso, você pode clicar em JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países para conferir de forma atualizada onde assisti-los!


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