COLUMBUS – 2017

Alguns filmes conseguem resumir tão bem a arte do cinema que mereciam ser apreciados por todos aqueles que gostam de uma boa história bem contada. E esse é o caso do fabuloso Columbus, o filme de estreia do cineasta sul-coreano Kogonada, famoso por fazer análises cinematográficas na forma de vídeos em sites de compartilhamentos, como no Vimeo. Em sua primeira aventura nas telonas, o diretor, roteirista e editor conta as histórias de Casey e Jin, que se cruzam na cidade de Columbus, no estado americano de Indiana. A cidade é pequena, mas famosa por ter recebido vários marcos arquitetônicos de ilustres arquitetos. No filme Casey (interpretada por um excelente Haley Lu Richardson) é uma jovem que vive com a mãe e trabalha numa biblioteca após ter terminado o ensino médio, enquanto Jin (vivido por um maravilhoso John Cho) é o filho de um famoso arquiteto que dá aulas em Columbus e precisa partir da Coreia do Sul para a pequena cidade dos Estados Unidos quando seu pai adoece. Um certo dia, Casey e Jin se cruzam e dão início a uma inusitada amizade que acabará por marcar suas vidas. O filme conta ainda com os ótimos Rory Culkin, Michelle Forbes e Parker Posey em papeis coadjuvantes.

Columbus é aquele tipo de filme que faz você repensar muitas coisas, entre elas a maneira como você assiste a filmes, a maneira como você enxerga as pessoas e o mundo ao seu redor, e inclusive a maneira como vive a sua vida. É uma história contada de forma sutil, mas muito efetiva. Ela é bastante simples, mas ao mesmo tempo é tão profunda quanto se pode imaginar. E nesse caso, com a surpreendente utilização da arquitetura como tema, como cenário e praticamente como personagem, Kogonada cria uma atmosfera incrível: é como se estivéssemos presenciando uma outra realidade, como se fosse um filme de ficção científica, mas que conta a história mais terrestre possível, desbravando o cotidiano de nossos dois incríveis protagonistas de forma realista e honesta. E por falar neles, que dupla maravilhosa! Haley Lu Richardson e John Cho merecem bastante crédito pelas atuações incríveis que entregam, assim como merece elogio a direção de fotografia de Elisha Christian, responsável por algumas tomadas magníficas. Além disso, a música composta pela banda Hammock, além de excepcional, é muito bem utilizada, mesmo que pontualmente (o que é ainda melhor, porque nas poucas cenas que a música é inserida, ela é ainda mais eficaz, devido ao silêncio que predomina na obra). São muitos elogios, sim, porque Columbus merece, assim como Kogonada, pelo seu impressionante trabalho como diretor, roteirista e editor. Kogonada provou que consegue fazer tudo e fazer muito bem e eu mal posso esperar pelo seu próximo longa!

Nota 10!

No momento, Columbus não está disponível nas plataformas tradicionais de streaming ou de aluguel do Brasil.


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