BRAM STOKER’S DRACULA – 1992

O famoso livro do escritor irlandês Bram Stoker é, sem sombra de dúvidas, uma das obras mais influentes da história da ficção, principalmente no que diz respeito à ficção de terror. Publicado em 1897, o livro, que é um romance epistolar (ou seja, ele conta a história através de cartas, diários, jornais e outros documentos), foi considerado excessivamente assustador já na época, e não levou muito tempo para que a obra começasse a ser adaptada para outras mídias. Nosferatu, de 1922, e Dracula, de 1931, estão entre as versões mais conhecidas e icônicas da história, e ambas se tornaram clássicas no imaginário popular, ajudando a difundir o mito do vampiro do Leste Europeu ao redor do mundo. Nas próximas décadas, diversos cineastas dos mais diversos países criaram suas próprias versões do ilustre Conde Drácula, mas talvez a que mais tenha agradado críticos e espectadores como um todo tenha sido a adaptação do cineasta veterano, Francis Ford Coppola, de 1992, que foi chamada de Bram Stoker’s Dracula (embora também seja encontrada com o nome de Dracula, simplesmente, e em português é conhecida como Drácula de Bram Stoker). O filme, que acompanha de perto a história do livro, narra os acontecimentos desencadeados pelo jovem procurador, Jonathan Harker (vivido por Keanu Reeves), que viaja para a distante Transilvânia para atender seu mais novo cliente, o Conde Drácula (interpretado por um inspirado Gary Oldman). O que ele não imagina é que o Conde é na verdade um morto-vivo que está há séculos procurando a reencarnação de sua amada, e ele acredita que a noiva de Jonathan, Mina (interpretada por Winona Ryder), seja essa pessoa.

Após décadas de adaptações questionáveis da obra de Bram Stoker, muitas delas exageradas e até mesmo cômicas, a força do mito do vampiro como algo assustador foi se diluindo. É aí que a versão de Coppola toma uma direção criativa diferente, trazendo de volta as origens góticas dessa história já tão conhecida. É esse tom sério e aterrador que faz do filme algo novo e muito bem-vindo. O trabalho feito em torno da obra também é levado bastante a sério, fazendo com que o filme ganhasse merecidos Oscars de Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Melhor Edição de Som, além de ter sido indicado para Melhor Direção de Arte (que hoje se chama Melhor Design de Produção). Além de um impressionante trabalho técnico, o filme conta com uma história bem desenvolvida e com ótimas atuações, principalmente por parte de Gary Oldman, que reinventa o memorável vampiro que dá nome à história. O filme não é perfeito, porém, e tem entre seus principais pontos fracos Keanu Reeves, numa interpretação bastante ineficaz. Ainda assim, é uma das melhores adaptações de Drácula para o cinema e ajudou a trazer os vampiros de volta aos holofotes nas décadas de 1990 e 2000.

Nota 8!

No momento, Bram Stoker’s Dracula está disponível para streaming na Netflix e no Now, ao para aluguel no Google Play, iTunes, Looke e Microsoft Store. Se você se interessou pelo filme e quer conhecer mais sobre ele, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd, uma rede social de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema. Além disso, você pode clicar em JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas, para conferir onde assisti-lo ao redor do mundo de forma atualizada!


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