ROUND 6 – 2021

Finalmente consegui tirar um tempo na minha agenda para assistir aos nove episódios da série do momento – Round 6 – ou Squid Game, como é conhecida internacionalmente. A série sul-coreana da Netflix que virou um fenômeno cultural do dia para a noite ao redor do mundo conquistou o público e a crítica com uma mistura de suspense violento com crítica social. A série acompanha a história de Seong Gi-hun (interpretado pelo excelente Lee Jung-jae), um homem endividado que vive com a mãe já idosa e tenta manter um relacionamento próximo com a filha, embora a falta de dinheiro o impeça de fazer parte da vida dela de forma mais sólida. Gi-hun também tem um problema de vício em jogos de azar, que fazem com que ele acabe perdendo mais dinheiro. Mas sua sorte pode mudar quando ele é abordado por um jovem que o convida para participar de uma maratona de jogos que rendem um imenso prêmio em dinheiro para os vencedores. Sem nada a perder, Gi-hun embarca nessa misteriosa aventura com a esperança de mudar sua vida. O que ele vai descobrir, no entanto, é que esses jogos de vida ou morte são mais nefastos do que qualquer um poderia imaginar.

Round 6 é uma série cheia de bons momentos que causam apreensão nos espectadores, então é de se imaginar que a história fosse ganhar fãs ao redor do mundo inteiro. A premissa é simples e lembra bastante outras histórias de sobrevivência que já existem no mundo do cinema e da TV há anos, desde o filme japonês Battle Royale de 2000, passando pela franquia Jogos Vorazes e até mesmo outras séries da Netflix, como a brasileira 3% e a japonesa Alice in Borderland. Todas essas obras costumam trazer ação e violência na luta pela sobrevivência em jogos macabros enquanto fazem comentários sobre questões de desigualdade social. Nesse sentido, a nova série coreana não é super original. A criatividade aqui está mais na forma com a qual a história é contada e em algumas decisões de roteiro. O design de produção e o visual da série como um todo é muito bem feito, além das atuações, que merecem bastante destaque. O trio de protagonistas Lee Jung-jae, Park Hae-soo e Jung Ho-yeon, que interpretam os três principais jogadores, são muito talentosos e traduzem muito bem o desespero das situações nas quais se encontram, tando dentro quanto fora dessa competição absurda. As histórias desses três personagens são muito bem desenvolvidas e bem escritas, por sinal, o que faz com que o público se identifique com eles facilmente. Além disso, algumas sequências de Round são muito bem produzidas, como o final do episódio quatro. Ao mesmo tempo, a série tem seus defeitos, que aparecem principalmente na construção de personagens secundários que surgem nos últimos episódios, com falas simplistas e pouco desenvolvidas. Outro ponto que deixa a desejar está na crítica social, que é muito rasa e não se aprofunda nos problemas estruturais das vidas dos personagens. Ainda assim, a série consegue ser empolgante e chocante, é uma ótima adição para os fãs de dramas de sobrevivência.

Nota 7!

No momento, Round 6 está disponível na Netflix. Se você se interessou pela série e quer conhecer mais sobre ela, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o TvTime, uma rede social de pessoas que comentam todas as obras do mundo do televisão.


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