THE SUICIDE SQUAD – 2021

Era o ano de 2016, um dos anos mais tristes da história humana recente, com acontecimentos assustadores que traumatizariam gerações: a eleição de Donald Trump, o Brexit na União Europeia e o lançamento de Suicide Squad (Esquadrão Suicida), um dos piores filmes que já tive o desprazer que assistir em toda a minha vida. Tão ruim que a Warner decidiu fazer um filme novo praticamente com o mesmo nome apenas 5 anos depois, e assim surgiu The Suicide Squad (O Esquadrão Suicida, em português). Ainda assim, é um filme que ninguém pediu depois do primeiro desastre, mas existe. E dessa vez quem assumiu a direção e o roteiro foi o polêmico James Gunn, famoso pela direção dos filmes dos Guardiões da Galáxia, do universo cinemático da Marvel. O filme, assim como em 2016, conta a história de um grupo de vilões que é retirado da prisão por Amanda Waller (Viola Davis) com uma missão para o governo dos Estados Unidos. Mais uma vez, eles serão liderados por Rick Flag (Joel Kinnaman) e contarão com os mais bizarros membros, como o especialista em armas Bloodsport (Idris Elba), o tubarão Nanaue (Sylvester Stallone) e a sempre destrambelhada Harley Quinn (Margot Robbie).

Antes de tudo, é preciso dizer que politicamente, ideologicamente e culturalmente The Suicide Squad é uma bagunça muito preguiçosa que repete clichês irritantes. O filme se passa num país fictício que fica localizado na costa da América do Sul e reúne todos os esteriótipos latinos possíveis, com uma versão genérica de anti-americanismo e um sistema político que não se sustenta e precisa ser salvo pelos Estados Unidos. Por sorte, em alguns momentos fica clara a influência negativa dos EUA no país, mas ainda assim, a mensagem final de que o país não estaria de pé sem intervenção estadunidense é clara. Além disso, por mais que esse país fictício falasse espanhol na maior parte do tempo, também é possível ouvir alguns extras falando português, além de várias sequências em que músicas brasileiras tocam no filme (incluindo Drik Barbosa com feat. de Gloria Groove e Karol Conká). No quesito trilha sonora, no entanto, The Suicide Squad acerta, mesmo com essa mistura cultural inusitada, escolhendo músicas excelentes que encaixam bem na atmosfera do filme.

Falando dos pontos positivos, o grande trunfo de The Suicide Squad está no humor, que é muito afiado principalmente na primeira metade do filme, com uma abertura surpreendentemente boa. O filme não se mantém nesse mesmo nível, principalmente porque ele tenta incluir alguns dramas desnecessários, mas continua divertido mesmo assim. Outro vantagem do filme está no seu elenco, com ótimos atores que têm bastante química entre si, embora alguns, como a talentosíssima Alice Braga, sejam muito mal aproveitados. O filme também serve como introdução ao personagem Peacemaker, interpretado por John Cena, que ganhará uma série solo na HBO Max em 2022, embora eu sinta que ele deixou um pouco a desejar na atuação aqui. O visual do filme também merece destaque, os efeitos especiais são bons na maior parte do tempo, enquanto as cenas de ação acabem sendo um pouco mais lentas e mal editadas do que o esperado. Ainda assim, The Suicide Squad está anos luz a frente de Suicide Squad sem o “the”, e embora não fosse um filme que estivesse esperando para assistir, acabou sendo uma experiência mais positiva do que negativa.

Nota 6!

No momento, The Suicide Squad está em cartaz nos cinemas e estará disponível na HBO Max no futuro.


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