BLOOD RED SKY – 2021

Eu quase pulei a crítica a esse filme depois que assisti, uma vez que há tantos filmes melhores na minha lista para ganharem seu devido espaço neste pequeno canto da internet chamado Legenda Sincronizada. Ao mesmo tempo, foi com uma certa surpresa que descobri nos últimos dias que Blood Red Sky (que no Brasil leva o título de Céu Vermelho-Sangue) é atualmente a obra alemã original Netflix de maior sucesso na história do streaming! Então vamos tirar alguns minutos para entender os motivos disso. Blood Red Sky, que também chegou a ser chamado de Transatlantic 473 durante a produção, é um filme que mistura terror e ação dirigido por Peter Thorwarth, que co-escreve o roteiro ao lado de Stefan Holtz. Ele tem como interessante premissa a história de Nadja (vivida por uma excelente Peri Baumeister), uma mulher infectada com uma desconhecida doença que precisa viajar da Alemanha aos Estados Unidos em busca de um raro tratamento, e ela fará essa viagem junto ao seu filho de cerca de dez anos de idade, o inteligente Elias (interpretado por Carl Anton Koch). No entanto, a bordo do mesmo voo, um grupo de terroristas planeja sequestrar o avião, colocando toda a tripulação e os passageiros em perigo. Essa inesperada situação fará com que Nadja precise agir para proteger seu filho, e isso talvez signifique liberar o monstro que ela tem escondido dentro de si.

Na sua tentativa de criar um filme empolgante que mistura ação com momentos aterrorizantes, Blood Red Sky começa muito bem, carregando suspense e mistério no primeiro ato do filme que se sustentam até onde é possível. O problema seu problema está na ambição, como no fato de que se prolonga demais e tenta arrastar o mesmo nível de qualidade por duas horas, incluindo diversas sequências desnecessárias e flashbacks excessivos para tentar contar detalhes do passado de Nadja, que em partes são interessantes, mas que poderiam ser muito mais resumidos. Em vários momentos do filme você acha que o conflito chegou ao fim, mas acaba surpreendido por novos, que ficam constantemente adicionando minutos cansativos à história que mais parece uma temporada de 12 episódios de uma série resumida num filme de duas horas, dada a quantidade de acontecimentos que tentam incluir. Outra questão do filme que é um pouco cansativa são as situações extremamente difíceis lidadas por uma criança de apenas dez anos; mesmo num filme sobre vampiros, espero que crianças sejam um pouco realistas, e esse não é o caso de Elias. Ainda assim, Blood Red Sky consegue cativar e ter bons momentos, além do fato de que a atuação da protagonista Peri Baumeister esteja incrível. Outro ponto positivo está no visual dos vampiros e na maquiagem utilizada, que fogem da estética atual e claramente se inspiram nos monstros do cinema antigo alemão, como no clássico Nosferatu.

Nota 5!

No momento, Blood Red Sky está disponível para streaming na Netflix.


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