BROKEBACK MOUNTAIN – 2005

Um divisor de águas do cinema LGBTQ+ moderno, Brokeback Mountain (ou O Segredo de Brokeback Mountain na versão em português) é a obra-prima do fabuloso diretor taiwanês Ang Lee que foi responsável, em grande parte, por levar histórias do universo queer para o cinema mainstream. Distribuído pela Focus Features nos Estados Unidos, com um diretor aclamado e quatro já consolidadas estrelas de Hollywood nos papeis principais, o filme foi sucesso de público e crítica quando lançado em 2005 e também foi uma das primeiras obras com protagonistas LGBTQs que muita gente assistiu nos cinemas. Esse incrível filme baseado no conto da escritora Annie Proulx narra a história de Ennis Del Mar (vivido por um magnífico Heath Ledger) e Jack Twist (interpretado por um não menos impressionante Jake Gyllenhaal), dois cowboys contratados para cuidarem de um rebanho de ovelhas durante um verão na montanha Brokeback no início dos anos 60. Isolados nas montanhas, Ennis e Jack acabam cedendo a uma paixão incontrolável, que precisa se manter secreta devido ao medo do preconceito da época. Ao longo dos anos, o casal continua se encontrando periodicamente, mesmo estando casados com suas esposas (vividas por Michelle Williams e Anne Hathaway), e fazendo o possível para não por um fim no amor que sentem um pelo outro.

Difícil colocar em palavras o efeito que Brokeback Mountain teve em mim e no mundo em 2005, é aquele típico “só quem viveu sabe”. Ele foi meu primeiro filme com protagonistas LGBTQ+ no cinema (apenas um ano após eu ter saído do armário), não por opção minha, mas por disponibilidade. Não chegavam filmes gays nos cinemas de cidades de pequeno ou médio porte antes de Brokeback Mountain, e mesmo nas grandes cidades, os poucos filmes desse tipo, geralmente independentes, ficam restrito aos cinemas alternativos ou nem conseguiam salas para exibição. Até que chegou o filme LGBTQ+ que foi a obra mais aclamado daquela temporada. Brokeback Mountain tem uma direção impecável, atuações espetaculares (principalmente de Ledger, Gyllenhaal e Williams), fotografia de encher os olhos, música excelente (composta pelo talentoso Gustavo Santaolalla) e um roteiro que é capaz de envolver e emocionar qualquer um. Por isso foi o favorito ao Oscar de Melhor Filme da época e sua derrota é considerada até hoje uma das maiores injustiças da premiação, fruto de preconceito da Academia. Ainda assim, o drama levou três estatuetas, incluindo a de Melhor Diretor para Ang Lee, merecidamente. É difícil encontrar defeitos nesse filme tão importante para a representatividade e para difusão de histórias LGBTQ+. Se trata certamente de uma obra obrigatória para qualquer fã de cinema!

Nota 10!

Brokeback Mountain está disponível para streaming no Telecine e na Netflix! Clique abaixo para saber mais:


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