MÃE SÓ HÁ UMA – 2016

Após o estrondoso sucesso do seu filme Que Horas Ela Volta?, estrelado por Regina Casé em 2015, a cineasta brasileira Anna Muylaert retornou rapidamente em 2016 com um filme mais tímido, mas não menos provocante – o drama LGBTQ+ Mãe Só Há Uma (também encontrado pelo título em inglês, Don’t Call Me Son). Ele foi exibido na seção Panorama do 66º Festival Internacional de Cinema de Berlim onde ganhou um Prêmio do Júri no Teddy Awards para filmes relacionados ao universo LGBTQ+. O filme conta a história de Pierre (vivido por um ótimo Naomi Nero), um adolescente de dezessete anos que está no meio da puberdade. Ele toca em uma banda, faz sexo em festas e secretamente experimenta roupas femininas e batom na frente de um espelho. Desde a morte de seu pai, sua mãe Aracy cuidou dele e de sua irmã mais nova Jacqueline, mimando os dois. No entanto, assim que ele descobre que sua mãe o roubou de um hospital quando ele era um bebê recém-nascido, a vida de Pierre muda drasticamente.

Nesse exame das relações mãe-filho através dos olhos de um jovem rebelde cujo mundo inteiro se desfaz da noite para o dia, Mãe Só Há Uma explora também as formas que encontramos para escapar dos momentos mais difíceis de nossas vidas e como esses momentos nos ajudam a tornar quem somos de verdade. É um tema que, apesar de ambicioso e complexo, é trabalhado com calma e sem muita pressão pelo roteiro, que deixa a história seguir seu rumo de forma bastante simples e natural. O filme inteiro tem apenas 82 minutos, o que exemplifica essa despretensão de Muylaert em se aprofundar nos assuntos abordados aqui, o que não chega a ser um problema em si, mas deixa uma sensação de que algo está faltando. Acabamos o filme com o sentimento de que há mais história a ser contada, mas no fim das contas, não é assim com toda obra? As história nem sempre precisam ser resumidas aos minutos que a assistimos, e acho que esse é o ponto de Mãe Só Há Uma.

Nota 8.

No momento da publicação deste artigo, Mãe Só Há Uma está disponível para streaming na Netflix ou para aluguel no iTunes ou no Google Play. Se você se interessou por essa obra e quer conhecer mais sobre ela, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd e para o TvTime, que são redes sociais de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema e da televisão. Além disso, já que os filmes e as séries estão sempre mudando de streaming, você pode visitar o JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países, para conferir de forma atualizada onde assisti-los! 🎥


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