CLOUD ATLAS – 2012

Quase uma década após finalizarem a trilogia Matrix e quatro anos após o lançamento do esculhambado (e talvez incompreendido?) Speed Racer, as irmãs Wachowski se unem ao cineasta alemão Tom Tykwer para produzir, dirigir e escrever o adorável e impactante épico Cloud Atlas (A Viagem, na versão em português do Brasil). Baseado no romance de 2004 do escritor inglês David Mitchell que leva o mesmo título, Cloud Atlas tem vários enredos ocorrendo durante seis períodos no tempo, com os membros do elenco desempenhando vários papéis. A história salta entre eras até que cada enredo finalmente se resolva, abrangendo uma trama complexa que se estende por centenas de anos. Assim, Cloud Atlas explora como as ações e consequências das vidas individuais impactam umas às outras ao longo do passado, presente e futuro. Textos de personagens em histórias anteriores são encontrados em histórias futuras e os personagens parecem se repetir em cada era, mas mudam as relações entre si. Pessoas escravizadas ou abusadores muitas vezes mudam de papel, sugerindo reencarnação ou outra conexão entre almas ao longo dos tempos. Dessa forma, cada uma das seis fases do filme tem um protagonista diferente. Ação, mistério e romance se entrelaçam na história enquanto atos de bondade ondulam ao longo dos séculos para inspirar uma revolução em um futuro distante pós-apocalíptico.

Como tudo na filmografia das irmãs Wachowskis, Cloud Atlas é um filme mega ambicioso. Com um enredo complexo ambientado em seis períodos completamente distintos da história humana e com um elenco gigantesco, era de se espera que o filme tivesse que passar por cima de alguns detalhes. Acredito que a adaptação funcionaria um pouco melhor como uma série de TV, provavelmente, mas isso não quer dizer que o filme não tenha ficado incrível, porque ele ficou. O resultado disso tudo só dá certo devido ao cuidado que as irmãs Wachowskis e Tom Tykwer têm ao conduzir a narrativa de forma inteligível, mas sem perder a profundidade nem e intensidade do belíssimo texto de David Mitchell. É certamente bastante arriscado, mas o trabalho é bem feito e a mensagem de união e de humanidade está lá. O trabalho de maquiagem também é impecável aqui, assim como os efeitos visuais; mas talvez o melhor de tudo seja a bela trilha sonora que nos faz viajar pelo passado e pelo futuro da raça humana.

Nota 10!

No momento da publicação deste artigo, Cloud Atlas está disponível para streaming na Mubi e na Claro Video. Se você se interessou por essa obra e quer conhecer mais sobre ela, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd e para o TvTime, que são redes sociais de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema e da televisão. Além disso, já que os filmes e as séries estão sempre mudando de streaming, você pode visitar o JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países, para conferir de forma atualizada onde assisti-los! 🎥


Veja também:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Site criado com WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: