VENOM: LET THERE BE CARNAGE – 2021

A infeliz sequência de Venom (2018) é dirigida por Andy Serkis e tem um roteiro assinado por Kelly Marcel. Ele traz Tom Hardy novamente no papel do jornalista investigativo Eddie Brock, que serve como hospedeiro do alienígena Venom, um “simbionte” que lhe dá super poderes. Em Venom: Let There Be Carnage (que em português leva o título de Venom: Tempo de Carnificina), após os eventos do primeiro filme, o relacionamento entre Eddie e Venom se torna mais complexo. Enquanto buscam a melhor forma de coexistir, esse dois lados vão precisar se adaptar a uma vida de casal, repleta de crises. Ao mesmo tempo, Brock tenta retomar uma amizade com sua ex-noiva (interpretada por Michelle Williams) e reviver sua carreira jornalística ao entrevistar o serial killer Cletus Kasady (vivido por Woody Harrelson), que escapa da prisão e, após morder Brock e entrar em contato com seu sangue, se torna também o hospedeiro de um simbionte secundário, o Carnificina.

Venom: Let There Be Carnage tenta ser uma mistura de comédia com filme ação. E não consegue ter sucesso em nenhuma das duas coisas. Além das tentativas de humor serem fraquíssimas, a ação não funciona num filme onde o astro é um alien que devora cérebros, mas que não pode devorar ninguém porque a faixa etária do filme não permite. O tom do filme é simplesmente bizarro, e bizarro no mau sentido. A relação entre Eddie Brock e Venom, que é o centro da trama, é simplesmente irritante e cansativa. Os diálogos entre eles são forçados e Venom simplesmente passa dos limites do que é agradável num filme. A minha vontade era de apenas parar se assistir sempre que eu ouvia a voz de Venom, sempre num volume acima do normal e ocupando mais espaço do que o necessário. Seria essa a intenção de Serkis? Fazer com que a gente se sentisse tão incomodado quanto o protagonista? Talvez, mas o meu objetivo ao assistir um filme como esse é me divertir, e não me indispor. Há alguns pontos não tão terríveis no filme, como os efeitos visuais e as atuações, que tentam o melhor com um texto tão ruim, principalmente Naomie Harris, que está muito bem como o par romântico do Carnificina, mas no fundo só consigo sentir pena dela e dos excelentes Hardy, Williams e Harrelson por estarem envolvidos nessa bagunça. Ah, sim, Venom: Let There Be Carnage traz uma cena pós-créditos inesperada que talvez seja mais interessante do que todo o resto do filme.

Nota 2!

No momento da publicação deste artigo, Venom: Let There Be Carnage ainda não está disponível nas plataformas oficiais de streaming ou de aluguel do Brasil. Se você se interessou pelo filme e quer conhecer mais sobre ele, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd, uma rede social de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema. Além disso, você pode clicar em JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países para conferir de forma atualizada onde assisti-los!


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