REMINISCENCE – 2021

A ficção científica Reminiscente é o longa-metragem de estreia da cineasta Lisa Joy, famosa por ser a co-criadora da complexa série de sucesso da HBO, Westworld, ao lado do marido Jonathan Nolan (que, por sua vez, é irmão do aclamado diretor Christopher Nolan). Deixando clara a sua preferência por tramas complexas de ficção científica, Joy dirigiu e escreveu Reminiscence, que também mistura um suspense neo-noir com um drama romântico. Ambientado num futuro não tão distante, quando o nível dos oceanos terá subido o bastante para engolir grandes áreas da cidade de Miami, o filme é estrelado por Hugh Jackman no papel de Nick, um veterano de guerra que agora possui uma empresa que oferece um serviço inusitado: uma tecnologia que permite que as pessoas revisitem lembranças de seus passados, como se as vivessem novamente. Ele conta com a ajuda de sua fiel escudeira, Watts (interpretada pela sempre competente Thandiwe Newton), e juntos eles recebem visitas dos mais diversos tipos de clientes buscando por algum conforto em suas vidas. Até que, num certo dia (ou melhor, numa noite, porque no futuro do filme os dias em Miami são muito quentes e a cidade decidiu se tornar noturna), um misteriosa mulher (Rebecca Ferguson) procura os serviços de Nick e o que parecia só mais uma cliente em busca de memórias perdidas se torna uma intricada trama de crimes e mistérios aparentemente sem solução.

Primeiramente, devo dizer que a premissa de Reminiscence é boa. Ela é criativa e tenta trabalhar a forma com a qual nos apegamos aos nossos passados, às nossas melhores memórias, e de como elas nos definem. Além disso, a visão de futuro da diretora, apesar de nada inovadora, é bonita o bastante pra sustentar o universo do filme, com visuais muito bem construídos. Agora, a execução narrativa, por outro lado, é cansativa e muito, mas muito chata! Não gosto desse adjetivo, mas não há outro melhor para definir esse mistério futurista. Os diálogos são monótonos, o romance é muito pegajoso, o protagonista é irritante e o suspense depende de um emaranhado de nomes que lá pela metade do filme nem dá mais para acompanhar direito, de tão labiríntico. Algumas cenas que focam na parte criminal do filme parecem mais um episódio de Desparecidos, a série barata dos anos 2000, enquanto as sequências românticas são mais enjoadas que um filme adolescente da Netflix – mas aqui as personagens já estão nos seus 30 ou 50 anos de idade e deveriam saber que não é inteligente se apaixonar por alguém em uma semana. Enfim, uma pena que essa premissa e esse universo tenham sido desperdiçados num filme tão fraco. E chato!

Nota 3!

No momento, Reminiscence ainda não está disponível nas plataformas oficiais de streaming ou de aluguel do Brasil.


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