HE’S ALL THAT – 2021

Lembra daquela comédia romântica adolescente na qual um rapaz popular decide apostar com os amigos que consegue transformar qualquer garota numa pessoa igualmente popular após uma série de transformações no visual, e que no fim das contas acaba se apaixonando pela jovem? Esse é o famoso filme She’s All That (Ela é Demais), de 1999, com Freddie Prinze Jr. e Rachael Leigh nos papéis principais e com o hit Kiss Me da banda Sixpence None the Richer como tema principal da trama. Ele, por sua vez, é uma adaptação moderna da peça Pygmalion, de 1913 e do famoso filme My Fair Lady, de 1964. Agora, 22 anos depois da famigerada e bem feita (mesmo com inúmeros defeitos) versão adolescente, foi lançada na Netflix um novo remake, também adolescente, que inverte os gêneros da história: He’s All That (Ele é Demais, título em português). A história é a mesma, mas dessa vez uma garota (Addison Rae) aposta com as amigas que é capaz de transformar um rapaz impopular (Tanner Buchanan) no príncipe da festa de formatura da escola. Mas com o tempo que passam juntos, eles acabam desenvolvendo sentimentos um pelo outro, o que pode ir por água abaixo caso a verdade sobre a aposta venha à tona.

Diferentemente das suas versões mais antigas, absolutamente nada funciona em He’s All That. É um daqueles filmes tão ruins, mas tão ruins que você fica com vergonha alheia assistindo. A começar pelas atuações dos protagonistas, muito caricatas e forçadas, além da dupla não ter química alguma. O arco de Addison Rae, por sinal, como a influenciadora Padgett é a definição de cringe! Os personagens coadjuvantes são melhores, mas eles precisam trabalhar com um texto tão ruim e sem sentido que nem o melhor ator ou a melhor atriz do mundo conseguiria entregar uma performance decente. Inclusive, os ótimos Rachael Leigh Cook e Matthew Lillard, que estavam no She’s All That de 1999, retornam em papéis diferentes aqui, mas o filme não sabe o qua fazer com eles, que acabam mal aproveitados. E voltando a falar do texto: ele é péssimo! Com diálogos que não fazem sentido e direções narrativas que são bizarramente ruins, a história, que precisaria ser reinventada pra se provar necessária após tantos filmes com essa mesma temática, acaba enfraquecendo a premissa que já é tão batida. Nem a direção se salva nessa bagunça, e nem parece que o diretor Mark Waters já nos trouxe clássicos adolescentes como Freaky Friday e Mean Girls. Até a nova versão da música tema Kiss Me está terrível! Mas musicalmente falando, nada nesse filme é pior que o momento em que a dupla de protagonistas canta Teenage Dream, da Katy Perry, uma das piores cenas do cinema recente!

Nota 1.

No momento, He’s All That está disponível para streaming na Netflix.


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