DEMONIC – 2021

O mais novo filme do diretor sul-africano, Neill Blomkamp, Demonic é uma mistura de ficção científica com terror sobrenatural. Essa é a primeira vez do diretor se aventurando no gênero de terror, uma vez que seus três outros filmes foram obras inteiramente vinculadas à ficção científica, entre eles o seu fenomenal longa-metragem de estreia, District 9 (sobre o qual eu preciso escrever logo e postar aqui no site como sugestão). Demonic, por sua vez, é a tentativa do diretor, que também assina o seu roteiro, de criar uma narrativa científica atrelada à uma trama de possessão. Na história, acompanhamos a jovem Carly (vivida por Carly Pope), que, após anos afastada de sua mãe, é contatada por uma empresa com a notícia de que sua mãe está num estado de comatose. Os cientistas que trabalham nessa empresa explicam que Carly pode tentar se comunicar com a mãe através de um novo e revolucionário programa que simula o inconsciente da pessoa em coma. Mesmo desconfiada e ainda guardando mágoa da mãe que cometeu diversas atrocidades no passado, Carly decide arriscar e participar da experiência, que vai tomar rumos assustadoramente inesperados.

Não dá pra dizer que Neill Blomkamp não tentou. Ele se esforça para criar uma narrativa inovadora toda vez que produz um novo filme. Mas no caso de Demonic, os resultados ficam muito aquém do esperado. A premissa, que tenta trazer um olhar científico para as histórias de possessão demoníacas, pode parecer criativa num primeiro momento, mas se mostra completamente absurda assim que o filme tenta se desenvolver. E a execução, por sua vez, é tão pobre e simplista que chega a parecer um video-game experimental dos anos 2000. O que é uma pena, porque o desenrolar da história é bem feito e as atuações são sólidas. Além de Carly Pope, o filme conta com Terry Chen e Chris William Martin, que são ótimos atores no geral e se esforçam para entregar boas atuações aqui. O texto fraco e cheio de clichês vazios, no entanto, não ajuda muito. Outro detalhe importante está nos efeitos especiais, que realmente deixam a desejar em grande parte do filme, como quando ele foca nas simulações que permitem que Carly se comunique com a sua mãe, porém, no ato final da obra, os efeitos são usados de forma bem melhor. Ao mesmo tempo, é essa a parte em que a narrativa vira uma bagunça completa e conclui da maneira mais banal esquecível que se possa imaginar.

Nota 3.

No momento, Demonic ainda não está disponível nas plataformas oficiais de streaming ou de aluguel do Brasil.


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