UM LUGAR SILENCIOSO – PARTE II – 2020

Ele está chegando, finalmente! Depois de um ano de atraso, a sequência do badalado terror Um Lugar Silencioso chega às telas do cinema, das TVs e dos computadores marcado a retomada do cinema (pelo menos em países onde as políticas de vacinação e saúde pública estão controlando a pandemia). Novamente dirigido e escrito por John Krasinski, Um Lugar Silencioso – Parte II (que no original em inglês recebe o título de A Quiet Place Part II) conta a história da família Abbott exatamente após os acontecimentos do filme de 2018. Dessa vez, mãe e filhos precisam sair em busca de um novo abrigo, mas não imaginavam que o mundo estaria ainda mais perigoso do que da última vez em que deixaram sua morada. O filme também aproveita para nos dar mais contexto sobre o aparecimento dos monstros e tenta expandir o universo da trama. Retornam do primeiro filme Emily Blunt, como Evelyn Abbott, a matriarca da família que lidera o grupo em busca de outros sobreviventes; a atriz surda Millicent Simmonds, como Regan Abbott, que devido à falta de audição se comunica com a família por língua de sinais; e Noah Jupe como Marcus Abbott, o filho do meio da família. A adição ao elenco é Cillian Murphy, como Emmett, um ex-amigo dos Abbott que eles não viam há muito tempo.

Primeiramente, a tensão de Um Lugar Silencioso – Parte II é absurda. Como no primeiro filme, a história é envolvente e te prende facilmente na ação e no suspense. Mas antes de falar mais sobre isso, preciso falar de algumas coisas que me incomodaram no filme. Ele, em seus 97 minutos de duração, ele parece desnecessariamente apressado. Eu entendo que a ideia realmente é nos proporcionar uma história com cenas de ação intensas, muitos sustos e correria, mas ainda assim, senti falta de algumas sequências que conectam a história. Não vejo a necessidade do filme cortar partes que poderiam aparecer no filme, e acabei ficando com a impressão de que ele faz alguns saltos temporais exagerados. Outra questão que pareceu trazer um ar repetitivo foi a inclusão de um novo personagem como figura paterna na história, uma vez que Lee Abbott (vivido por John Krasinski), não está mais conosco. Esses foram os pontos que mais me incomodaram na trama em si.

Agora vamos voltar a falar da tensão: ela é extremamente bem construída e está presente em toda a duração do filme. Um Lugar Silencioso – Parte II consegue fazer você dar pulos e gritos de ansiedade diversas vezes, em grande parte por conta do ótimo trabalho de direção de Krasinski, mas também com a ajuda de uma boa edição e um excelente trabalho de som. É aquele tipo de filme onde os sustos não são só uma notinha de rodapé, eles são o coração do suspense, que nos instigam a acompanhar o desenrolar da história. Por fim, uma questão que algumas pessoas terão é com relação à alegoria que o filme representa, e nesse sentido, eu diria que ela não é muito diferente do que vimos no primeiro filme da franquia. Tinha certeza que, dada a conjuntura política atual, Krasinski faria um certo esforço para mover o filme ligeiramente para a esquerda no espectro político, mas não é o que parece, infelizmente (leia minha crítica de Um Lugar Silencioso para conhecer melhor essa metáfora).

Nota 8!

Depois de vários adiamentos, Um Lugar Silencioso – Parte II chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de julho. Nos Estados Unidos ele também estará disponível para streaming na plataforma Paramount+.


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