SAVING FACE – 2004

Essa maravilhosa comédia romântica LGBTQ+ de quase vinte anos atrás é uma pérola que infelizmente não recebe crédito o bastante. Dirigido e escrito por Alice Wu, Saving Face (que em português recebe o título de Livrando a Cara) conta a história de Wilhelmina Pang (vivida por uma excelente Michelle Krusiec), uma jovem cirurgiã norte-americana de origem chinesa que é lésbica e vive fugindo das tentativas de sua família lhe encontrar um marido, principalmente depois que ela conhece Vivian Shing (interpretada por uma ótima Lynn Chen), uma dançarina também de origem chinesa, mas que sobre menos pressões da família por já ter saído do armário para os pais e eles a aceitam como homossexual. No entanto, a relação de Wilhemina com a mãe (interpretada por uma magnífica Joan Chen) não é tão aberta e é ainda mais chacoalhada depois que a mãe, que é viúva, engravida e se nega a contar quem é o pai da criança. Em meio a isso tudo, a jovem vai ter que se desdobrar para conciliar o início do seu novo relacionamento com Vivian enquanto ajuda a mãe que está sendo julgada por toda a comunidade chinesa da cidade.

Como é bom o sentimento de assistir um filme fofo, romântico e bem feito com protagonistas LGBTQ+! Isso nos faz perceber o quão escasso é esse tipo de obra. Mesmo 17 anos depois do lançamento de Saving Face, comédias românticas com personagens principais queer quase não existem, infelizmente. E se não fosse pelo lançamento recente do segundo longa-metragem de Alice Wu (o também maravilhoso The Half of It, pela Netflix), eu sinto que talvez eu e muitas outras pessoas nem chegaríamos a conhecer essa ótima comédia dramática. Outro mérito desse filme está na representatividade asiática, uma vez que ele foi o primeiro filme com foco em personagens sino-americanos desde 1993! Como se não bastasse tudo isso, o filme ainda é bom de verdade! Divertido e emocionante, Saving Face aborda com bastante honestidade as diferenças culturais entra a China e o Ocidente, sempre com um olhar cuidadoso e sensível. Bem dirigido e com atuações incríveis, sobretudo a de Joan Chen como a mãe de Wilhemina, o filme conta ainda com uma ótima trilha sonora que inclui até bossa nova. Alguns poderão dizer que o terceiro ato do filme seja pouco realista, e eu posso até concordar com essa observação, mas não usaria esse argumento como forma de diminuir o obra, pelo contrário! Deixem os LGBTQs ter seus finais românticos exagerados e felizes, por favor, eles são tão raros na ficção e sempre muito bem-vindos!

Nota 10!

No momento, a única plataforma oficial brasileira na qual Saving Face está disponível é o iTunes, para compra.


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