LUCA – 2021

O mais novo filme da Pixar, Luca é uma animação cheia de fantasia dirigida pelo cineasta italiano Enrico Casarosa, na sua estreia em longas-metragens. Luca (que mantem o mesmo título em inglês e português) nos leva para a Riviera Italiana nos anos 50 para contar a história de um monstro marinho pré-adolescente chamado Luca que vive com a sua família de monstros marinhos perto do litoral de uma pequena cidade. Ele cumpre com as suas funções diárias enquanto sonha com as coisas que acontecem na superfície, mas é desencorajado pelos pais a visitar o mundo dos humanos, mesmo que os monstros tenham a habilidade de se transformarem em seres humanos assim que deixam de ter contato com a água. Mas tudo isso muda no dia em que Luca conhece Alberto, outro jovem monstro marinho que passa mais tempo fora d’água do que no fundo do mar, e que vai mostrar para o menino como é a vida dos humanos. Os dois vão embarcar numa aventura cheia de desafios e que fala de aceitação das diferenças. Luca é dublado por Jacob Tremblay e Alberto recebe a voz de Jack Dylan Grazer.

Um metáfora para todo tipo de pessoa que se sente diferente e excluída do restante da sociedade, Luca talvez seja o filme mais queer a ter surgido dos estúdios Pixar. Não só porque o foco da narrativa está na tolerância com quem é diferente, mas porque o filme também cria uma bela amizade entre dois meninos que com certeza vai fazer com que muitos gays se identifiquem. Luca é também mais um filme sobre seres que vivem no mar, mas que sonham com a vida na superfície, e sinceramente, acho essa premissa muito repetitiva. Por sorte, o filme consegue aos poucos se diferenciar de outras obras com premissas parecidas e contar uma bela história de amizade e de respeito às diferenças. A animação é muito bonita, o trabalho de voz é bem feito e o desenvolvimento da narrativa segue um bom ritmo que usa de forma eficaz os 101 minutos do filme. Ao mesmo tempo, senti um certo exagero na composição da identidade italiana que chega a parecer um esteriótipo caricato algumas vezes. Outra coisa que me deixou um pouco incomodado foi a falta de desenvolvimento do personagem de Alberto, com uma história muito vaga. Esse mesmo sentimento se deu na conclusão do filme, que acaba parecendo muito simplista e fácil demais, mas talvez fosse esse mesmo o intuito, não é? Afinal, o respeito às diferenças não deveria ser algo tão complexo e difícil de se alcançar.

Nota 8!

Luca está disponível a partir de hoje no Disney+.


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