SPIRAL: FROM THE BOOK OF SAW – 2021

O mais novo filme da franquia Jogos Mortais, que já é o nono, estreia em 2021, quatro anos depois do oitavo filme da série e marca do retorno do diretor Darren Lynn Bousman, responsável pelos filmes Jogos Mortais 2, Jogos Mortais 3, e Jogos Mortais 4 de 2005, 2006 e 2007, respectivamente. Bastante independente dos demais filmes da franquia, Spiral: From the Book of Saw (que em português leva o título de Espiral: O Legado de Jogos Mortais) foca no detetive Ezekiel “Zeke” Banks, vivido por Chris Rock, enquanto ele investiga uma série de assassinatos cometidos ao estilo do famoso serial killer Jigsaw, de anos atrás. Enquanto investiga as mortes, Zeke vai ter que lidar com sua difícil relação com os parceiros da polícia e vai acabar se envolvendo na série de jogos que colocam várias vidas em risco. O filme conta ainda com Samuel L. Jackson, como pai do protagonista e ex-chefe de polícia da região, Max Minghella como o novato parceiro de trabalho de Zeke, e Marisol Nichols, como a atual chefe de departamento e também colega de Zeke.

Como um fã da antiga franquia de Jogos Mortais, principalmente dos três primeiros filmes, eu tive que assistir Spiral e reviver a febre que dominou o cinema de terror do início dos anos 2000: o “torture porn”. Os filmes splatter que focavam na tortura para então dilacerar suas vítimas não tiveram um vida muito longa e confesso que vários deles envelheceram mal, e talvez seja por isso que o filme atual decida focar mais na investigação do que nos jogos em si. Se fôssemos somar o tempo de tela de todos os jogos que o assassino de Spiral faz com as suas vítimas, teríamos algo em torno de pouco mais de 5 minutos, o que não é nada nesse filme que tem mais de 90 minutos, e principalmente quando comparamos com os filmes mais antigos da franquia. O atual filme na verdade é um whodunit policial focado no protagonista, que pode ser traduzido como o Chris Rock Show! O narrativa do filme nos conta a história de Zeke e foca na investigação que ele conduz, o que tem seus méritos, uma vez que a atuação de Chris Rock é sempre intensa e divertida. Ao mesmo tempo, o filme não traz nada de novo para o universo de Jogos Mortais, muito menos para os gêneros splatter ou de filmes policiais. Há um esforço para reviver a franquia, mas é um esforço preguiçoso e muito seguro, que não sai da zona de conforto, apesar de conseguir criar algumas poucas reviravoltas interessantes.

Nota 4!

Spiral: From the Book of Saw ainda não está disponível em plataformas oficiais de streaming ou de aluguel do Brasil.


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