PRIDE – 2014

Nada melhor para começar o mês do orgulho LGBTQ com um filme chamado Pride! Essa comédia dramática britânica, que em português levou o nome de Orgulho e Esperança, é dirigida por Matthew Warchus e escrita por Stephen Beresford. O filme é baseado numa história real e nos transporta para o verão de 1984 no Reino Unido, quando Margaret Thatcher é a primeira ministra no poder e a União Nacional de Mineiros (NUM) está em greve, num dos movimentos mais importantes dos trabalhadores do país na história recente. Nesse mesmo ano, na Parada Gay de Londres, um grupo de ativistas lésbicas e gays resolve arrecadar dinheiro para apoiar as famílias dos mineiros grevistas. O que os ativistas não imaginavam é que a União dos Mineiros pareceria envergonhada de receber o apoio do grupo queer. Mas os ativistas não se sentem intimidados e decidem se encontrar com os grevistas, ignorando as lideranças da União. E assim um grupo de gays e lésbicas resolve viajar para uma vila no interior do País de Gales para se encontrar pessoalmente com alguns mineiros, dando início a uma história incrível de como duas comunidades extremamente diferentes se reúnem por uma causa comum, criando a aliança Lesbians and Gays Support the Miners (Lésbicas e Gays Apoiam os Mineiros).

Muito bem escrito e com uma história que merece ser mais conhecida pelo público, Pride é uma história divertida e emocionante. O filme tem bom humor e ao mesmo tempo fala de temas relevantes num período em que o Thatcherismo estava no seu auge, difundindo políticas e ideais conservadores e uma economia ultra-liberal. Esse foi o contexto perfeito para que os jovens homossexuais de Londres se unissem com os mineiros do interior que levavam uma vida bastante diferente daquela dos londrinos. Com ótimas atuações e um rico design de produção, Pride é um filme LGBTQ diferente de tudo, unindo humor com uma história de luta e solidariedade com uma mensagem inspiradora. Alguns destaques do filme são Ben Schnetzer como Mark Ashton, o criador do Lesbians and Gays Support the Miners, cujos ideias comunistas são deixados de lado pelo filme, mas que certamente foram cruciais para que ele fosse um ativista tão importante; Andrew Scott, como um dos gays que fugiu da sua cidade pequena após sair do armário; e a veterana Imelda Staunton, como uma das integrantes do comitê dos grevistas. É uma daquelas histórias que, como diz o título em português, nos enche de orgulho e de esperança num futuro melhor para todos os tipos de minorias!

Nota 10!

Atualmente, Pride está disponível para aluguel no Google Play!


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