
Relic é um filme de terror que, a princípio, parece mais do mesmo. Parece um horror simplista e antiquado, com uma narrativa óbvia e sem muito conteúdo por baixo dos panos. Até que nos 45 do segundo tempo o filme nos dá faz acender um luz de emergência e quem ainda não tinha entendido a ideia do filme, provavelmente vai entender. A premissa de Relic é baseada em três mulheres de uma mesma família, avó, mãe e neta. Quando a avó, Edna, desaparece, sua filha e sua neta vão até sua casa e tentam encontrá-la, o que acontece logo em seguida. Com o retorno de Edna, porém, uma misteriosa presença começa a rondar a casa da família.
Como comentei no início, se você vê o filme de forma despretensiosa, pode até não perceber o tema principal da história (mesmo que os últimas minutos do filme deixem bem claro, de certa forma). Por isso não vou dar muitos detalhes. O importante é saber que Relic fala sobre família, sobre diferentes gerações e sobre como é difícil lidar com tudo isso! Ele é uma grande alegoria para a vida em família, quando a falta de tempo e de paciência nos afasta das pessoas. Para um filme de terror, eu diria que o final é um dos mais emocionantes que eu já assisti, muito bem atuado (a atriz Emily Mortimer está ótima no filme inteiro) e muitíssimo bem dirigido pela estrante em longas-metragens, Natalie Erika James. É um final tão lindo que quase faz você esquecer alguns probleminhas que existem durante o filme.
Nota 9!
Relic ainda não chegou aos streamings do Brasil na data de publicação desse artigo, mas já está nos sites de compartilhamento.


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