Sundance 2022: Dual

Dual é uma ficção científica inusitada e inteligente escrita e dirigida pelo cineasta estadunidense Riley Stearns em seu terceiro longa-metragem. O filme, que se passa num futuro próximo, conta a história de Sarah (vivida por uma eficiente Karen Gillan), uma jovem que leva uma vida apática. Com um namoro frio e uma relação distante com a mãe, Sarah vive uma vida no piloto automático até que um certo dia ela descobre que está como uma grave doença incurável e que lhe restam apenas alguns outros poucos meses de vida. Sarah, então, encomenda um clone de si mesma para amenizar a perda que seus amigos e familiares teriam com a sua morte. Essa é uma técnica comum no universo do filme, onde clones aparecem como alternativas para manter a memória de pessoas que falecem. O que Sarah, seu clone e sua família não imaginavam seria que ela faria uma recuperação milagrosa da doença, e que sua já aguardada morte deixaria de acontecer. É quando Sarah faz uma tentativa de ter seu clone descomissionado, mas não consegue e, de acordo com as leis da época, precisará participar de um duelo de vida ou morte contra seu clone.

Riley Stearns - MAXBLIZZ

Resumindo de maneira bem clara, Dual é uma ficção científica no estilo Black Mirror, e isso não é negativo, pelo contrário. A história é criativa, original, absurda e até mesmo assustadora. Como na famosa série britânica, o filme também mostra como a tecnologia pode nos causar problemas no futuro e há inclusive um episódio da série com uma temática similar – mas não igual. O filme também emula um tipo de humor seco e sem expressão que lembra os maravilhosos filmes do diretor grego Yorgos Lanthimos e que funciona muito bem na maioria das vezes. O ritmo irregular da obra, que é um pouco arrastada no ato intermediário, pode ser um pouco prejudicial, mas a originalidade da história faz com que Dual valha muito a pena. A conclusão é bastante interessante, surpreendente muito e, embora pudesse ter terminado de maneira diferente e tão convincente quanto, me parece que o desfecho escolhido por Riley Stearns seja mesmo o mais apropriado. Por fim, os atores combinam bem com seus personagens e com o texto que eles têm a entregar, o que faz esse filme excêntrico ganhar mais alguns pontos.

Nota 8!

No momento da publicação deste artigo, Dual acabou de estrear no Festival de Sundance e ainda não está disponível nas plataformas oficiais de streaming ou de aluguel do Brasil. Se você se interessou pelo filme e quer conhecer mais sobre ele, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd, uma rede social de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema. Além disso, já que os filmes estão sempre mudando de streaming, você pode visitar o JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países, para conferir de forma atualizada onde assisti-los! 🎥


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