LOKI – 2021

Continuando a tradição de escrever sobre as séries originais da Marvel para a Disney+, não poderia deixar de trazer meus comentários sobre Loki. Criada por Michael Waldron e com base no personagem dos filmes do Universo Cinemático Marvel, Loki, a série, explora os eventos que ocorrem logo após o filme Avengers: Endgame de 2019, quando Loki, o personagem, cria uma nova linha do tempo ao roubar o precioso Tesseract. É aí que essa versão de Loki é capturado pelo TVA (Time Variance Authority), uma organização burocrática que existe fora do espaço-tempo em que vivemos e que é responsável pela manutenção da linha do tempo principal, evitando que indivíduos criem linhas secundárias e, por consequência, universos alternativos. Nesse contexto, a organização dá duas opções a Loki: ser apagado da existência por ser uma “variante não-autorizada do tempo” ou ajudar a consertar a linha do tempo principal e impedir uma ameaça maior. E então o anti-herói percebe estar envolvido conjuntura mais complexa e misteriosa do que ele mesmo poderia imaginar e vai ter que juntar forças para lutar contra adversários desconhecidos.

A história da série parece confusa? Sim, ela realmente é confusa e super intrincada. Tentar entender todos os pormenores é um duro exercício de paciência e talvez nem seja a intenção principal dos produtores. Afinal, uma vez que você decide mergulhar em narrativas que falam de viagens no tempo, como a Marvel sempre fez nos quadrinhos e agora faz também no MCU, você está entrando num nebuloso caminho sem volta. Fica até difícil imaginar Loki como algo secundário no MCU, dada a importância dos acontecimentos da série. Nesse sentido, também parece que Loki seria ainda mais impactante como um filme. Primeiro por conta de sua importância, e segundo, devido ao fato de que a série de seis episódios acaba enrolando demais para encher o tempo necessário, o que a deixa um pouco arrastada, mesmo sendo curta.

No entanto, toda essa complexidade de Loki é atenuada pela leveza no tom e no humor da narrativa, em grande parte devido ao elenco, que é muito competente nesse sentido. Diferentemente da maioria, devo admitir que nunca fui o maior fã de Loki como personagem, mas Tom Hiddleston é sempre divertido e continua muito bem no seu papel como Deus da Trapassa. Além dele, os personagens secundários também merecem destaque, principalmente Gugu Mbatha-Raw e Owen Wilson, como membros do TVA, e Sophia Di Martino, como uma outra variante procurada pela organização. Mas o maior destaque talvez seja a trilha sonora de Natalie Holt, que traz um clima intenso e cósmico pra série que faz todo sentido.

Nota 6!

No momento, Loki está disponível para streaming na Disney+.


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