The Devil Wears Prada 2 (lançado no Brasil como O Diabo Veste Prada 2) é uma comédia dramática dirigida por David Frankel e escrita por Aline Brosh McKenna, dupla responsável pelo primeiro filme. Quase vinte anos depois, Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci retornam aos papéis de Miranda Priestly, Andy Sachs, Emily Charlton e Nigel Kipling. A trama acompanha Andy em seu retorno à revista Runway, agora como uma profissional mais experiente, enquanto Miranda tenta preservar seu império editorial diante das transformações do mercado. Emily, por sua vez, conquistou uma posição de destaque no universo das marcas de luxo e assume uma função importante nesse novo conflito.

Pôster do filme The Devil Wears Prada 2 (2026)

O principal atrativo do filme está, inevitavelmente, na nostalgia. Trazer de volta uma produção de tamanho sucesso, tantos anos depois, desperta a curiosidade de quem acompanhou a história original e criou uma relação especial com personagens que se tornaram icônicos. Existe um prazer imediato em reencontrar Miranda, Andy, Emily e Nigel, observar suas novas roupas, ouvir as frases ácidas e retornar àquele mundo exagerado e fascinante da moda.

Ao mesmo tempo, esse reencontro também expõe a principal limitação da continuação. Apesar de os anos terem passado e o filme conseguir se posicionar de maneira eficiente em um novo contexto social, econômico e até político, não parece que a vida das personagens tenha mudado tanto assim. O mercado editorial enfrenta outros desafios, as redes sociais alteraram a circulação das tendências e as relações de poder ganharam novas camadas, mas a narrativa continua percorrendo caminhos bastante semelhantes aos do primeiro filme.

Andy, novamente interpretada por Anne Hathaway, ainda está lutando por questões muito parecidas e tentando conciliar sua identidade com as exigências profissionais daquele universo. Emily continua buscando espaço, reconhecimento e poder. Miranda permanece como a grande antagonista, mas também como uma das protagonistas da história: uma mulher aparentemente inabalável, forte e controladora, embora carregue diversas questões que ainda precisam ser trabalhadas em sua vida pessoal.

Não há nada necessariamente ruim nessa repetição.

O problema é que a familiaridade funciona melhor como conforto do que como evolução. Em diversos momentos, o filme parece mais interessado em recuperar sensações, conflitos e referências do passado do que em descobrir algo realmente novo sobre essas pessoas. É uma estratégia eficiente para agradar aos fãs, mas limita o impacto da narrativa e faz com que a continuação pareça segura demais.

Ainda assim, The Devil Wears Prada 2 não é um filme ruim. É uma produção divertida, elegante e sustentada por um elenco extremamente carismático. O retorno a esse universo tem seu encanto, especialmente para quem guarda boas lembranças do original. Faltam novidades e um pouco mais de coragem para levar as personagens a lugares diferentes, mas a nostalgia torna o reencontro agradável.

Nota: 6

The Devil Wears Prada 2 está disponível no Brasil pelo Disney+. 🎥


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