Curtas do Oscar: The Queen of Basketball

A origem do cinema se deu com os curtas. A convenção atual de que um film deve ter em torno de uma hora e meia ou duas horas de duração levou bastante tempo para se solidificar, com a produção de longas-metragens de popularizando apenas nas décadas de 1920 e 1930, principalmente nos Estados Unidos. Mas esse não foi o fim dos curtas-metragens, eles continuaram sendo uma opção mais barata de se produzir para cineastas iniciantes e uma ótima opções de entretenimento para quem tem menos tempo disponível, mas ainda assim quer conhecer uma boa história. Esse ano decidi fazer as críticas dos curtas indicados ao Oscar por dois motivos: primeiro, porque curtas podem ser tão incríveis quanto longas e são uma ótima oportunidade de se conhecer novos talentos; e segundo, porque a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA que organiza o Oscar tomou a triste decisão de fazer as entregas dos prêmios de Melhor Curta Live Action, Melhor Curta de Animação e Melhor Documentário em Curta-Metragem antes da cerimônia ao vivo, gravando os discursos e incluindo-os na transmissão ao vivo posteriormente, o que mostra um enorme descaso com esse formato de cinema tão antigo e precioso. O que é uma pena, uma vez que o Oscar é uma das poucas premiações de grande alcance que também premia filmes de curta-metragem.

Hoje vamos falar de The Queen of Basketball (que ainda não possui um título em português) é um documentário estadunidense em curta-metragem dirigido por Ben Proudfoot. Talvez ele seja o documentário mais tradicional de todos os cinco indicados ao Oscar desse ano no que diz respeito ao formato, mas a história é tão incrível que eleva a qualidade da obra como um todo. Ela conta a história de Lucy Harris, que é sem dúvida uma das maiores jogadoras de basquete feminino vivas atualmente. Ela ganhou diversos troféus nacionais, jogou nas Olimpíadas de 76 e foi até mesmo convocada para a NBA. Ainda assim, após uma carreira de tanto sucesso, poucos a conhecem e seu nome é praticamente desconhecido nos Estados Unidos. O trabalho de recuperação das memórias da vida de Lucy é muito bem feito do filme e sua linha de desenvolvimento é bem conduzida. Ainda assim, é um pouco cansativo mesmo em apenas 22 minutos de duração, visto que ele opta por uma estrutura de entrevista um pouco maçante. Quem eleva a qualidade do curta é sua personagem principal, que é cativante e bem humorada. A conclusão é de que a história de Lucy é verdadeiramente inspiradora e ela é uma pessoa incrível que merece muito mais reconhecimento do que este curta de 22 minutos é capaz de oferecer. Eu gostaria que tivéssemos mais tempo para mergulhar em sua bela história e que os criadores do filme fosse mais criativos na forma de contá-la, mas estou feliz por ter tido essa chance de qualquer maneira.

Nota 7!

No momento da publicação deste artigo, The Queen of Basketball ainda não está disponível nas plataformas oficiais de streaming ou de aluguel do Brasil. Se você se interessou pelo filme e quer conhecer mais sobre ele, incluindo outras opiniões, abaixo você encontra o link para o Letterboxd, uma rede social de pessoas que comentam todas as obras do mundo do cinema. Além disso, já que os filmes estão sempre mudando de streaming, você pode visitar o JustWatch, uma ferramenta que mostra a disponibilidade de filmes e séries em todas as plataformas de diversos países, para conferir de forma atualizada onde assisti-los! 🎥


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