CONCLAVE – 2024

Não posso negar, sou fascinado por joguinhos de poder e intrigas políticas. E existe cenário mais dramático, misterioso e cheio de rituais para uma disputa de poder do que o Vaticano? E nisso, Conclave capricha, trazendo gente grande brigando de roupa chique em salas fechadas. É o tipo de thriller que promete mexer com a gente, e olha, a promessa é cumprida… pelo menos em parte!

Lançado em 2024, Conclave tem direção do alemão Edward Berger (o mesmo que nos entregou aquele Nada de Novo no Front super premiado) e roteiro de Peter Straughan, baseado no best-seller de Robert Harris. O elenco é repleto de estrelas: Ralph Fiennes liderando o time, acompanhado dos sempre excelentes Stanley Tucci, John Lithgow e a icônica Isabella Rossellini.

A história começa com a morte do Papa (timing perfeito, por sinal). O trono de São Pedro está vago e cabe ao Cardeal Lawrence (Fiennes), que vive sua própria crise de fé, a difícil tarefa de organizar o Conclave, a eleição ultra-secreta para escolher o novo líder da Igreja Católica. Centenas de cardeais do mundo todo se trancam na Capela Sistina e, claro, o que deveria ser um momento de espiritualidade vira um campo de guerra onde segredos sujos, ambições e escândalos começam a vir à tona.

No fundo, Conclave não é sobre religião. É sobre a falibilidade humana diante do poder. O filme despe a santidade dos cardeais e mostra que, por baixo das batinas vermelhas, existem políticos tão (ou mais) calculistas que os de qualquer congresso por aí. É um thriller de mistério clássico, daqueles de prender a respiração, onde cada voto conta e cada olhar esconde uma traição.

E nos é entregue um filme empolgante. Ele tem ótimos momentos e uma estrutura recheada de reviravoltas que fazem a gente engajar com a trama desde o início. Você fica tentando adivinhar quem vai levar a melhor. No entanto, sinto que a segunda metade da obra, principalmente, parece sobrecarregada. O roteiro tenta empilhar tantos plot twists um em cima do outro que o desenvolvimento acaba sofrendo um pouco.

E apesar de tanta reviravolta, o filme acaba sendo bastante previsível. Se você está acostumado com histórias de mistério, vai matar a charada antes da hora. Mas calma, não desanime! No geral, vale a pena pela temática fascinante e pela história criativa. É aquele tipo de filme que diverte e te deixa tenso na medida certa, mesmo que não seja a obra-prima do suspense que poderia ter sido. Vale destacar a direção de arte e a fotografia, que conseguem transformar o Vaticano num lugar que é, ao mesmo tempo, belíssimo e claustrofóbico.

Nota 7.

Conclave está disponível para aluguel nas plataformas digitais como Apple TV e para streaming na Prime Video. 🎥


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